Polícia

Secretário de Segurança Pública avalia caso Atakarejo como racismo e “ódio ao pobre”

Declaração foi dada por meio de nota emitida pela pasta

Secretário de Segurança Pública avalia caso Atakarejo como racismo e “ódio ao pobre”
Foto: Elói Corrêa/Secom

O Secretário de Segurança Pública da Bahia, Ricardo Mandarino, revelou sua opinião sobre o caso Atakarejo, quando Bruno e Yan Barros da Silva, tio e sobrinho, foram entregues a traficantes e assassinados após roubarem carnes no supermercado do Nordeste de Amaralina, em Salvador, no dia 26 de abril.

Para Mandarino, o crime se trata de um resultado “desse conceito vil, tosco, desumano, deturpado de que ‘bandido bom é bandido morto’. Há, nessa ação abjeta, um componente forte de racismo estrutural e ódio aos pobres. Na cabeça dessa gente torpe todo pobre e preto é bandido”.

“É uma gente perversa, desprovida de qualquer sentimento de empatia e que demonstra claramente que o trabalho da Polícia não satisfaz, porque a polícia não mata, não pode e não deve matar. A polícia prende em flagrante, ou com ordem judicial, e entrega o infrator à justiça”, declarou em nota divulgada pela pasta.

“É assim que se procede em todas as sociedades civilizadas, em todos os países que têm uma constituição como a nossa, que somos obrigados a respeitar e a respeitamos, acima de tudo, porque esse é o nosso valor. Se alguém se valeu de milicianos, de integrantes do crime organizado para obter o resultado infame que obteve, é co-autor do delito. Uma vez identificado, será indiciado. Esteja a sociedade certa disso”, completou o secretário.

O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com indícios de autoria e motivação.


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