Polícia

Justiça concede prisão domiciliar ao ex-médico Roger Abdelmassih

Desde março de 2020 Roger tenta reverter decisão de voltar ao presídio

Justiça concede prisão domiciliar ao ex-médico Roger Abdelmassih
Foto: Reprodução/TV Globo

A Justiça de Tremembé concedeu prisão domiciliar ao ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a mais de 173 anos de prisão pelo estupro de pacientes. Desde março de 2020 Roger tenta reverter a decisão que o mandava retornar ao presídio. Ainda não há prazo para que ele deixe o hospital penitenciário, onde está internado, na capital.

A decisão foi assinada juíza Sueli Zeraik e afirma que o médico tem estado delicado de saúde, necessitando de cuidados constantes que não seriam possíveis na prisão.

“Está evidenciado nos autos que o sentenciado em questão conta com setenta e seis anos de idade, apresenta quadro clinico bastante debilitado, experimenta atualmente considerável piora em seu estado de saúde, necessita de cuidados ininterruptos, medicação constante e em horários diversificados, exames frequentes e específicos, assim como alimentação especial e vigilância contínua, tanto da área médica como de enfermagem”, cita em trecho da decisão.

De acordo com o G1, no documento há exigência de permanência constante em seu endereço, com avisos prévios de saídas para atendimento médico; uso de tornozeleira eletrônica e perícia médica a cada seis meses.

Por conta do coronavírus, o ex-médico estava em prisão domiciliar desde abril de 2020, já que ele faz parte do grupo de risco. Em 28 de agosto, contudo, o benefício foi revogado pelo Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo. Na época, o TJ atendeu a um recurso do Ministério Público (MP), que afirma que não há cuidado algum necessário a Roger que não possa ter na cadeia. A decisão de conceder a prisão domiciliar a Abdelmassih, não considerou a possibilidade de ele ficar isolado dentro da unidade prisional onde cumpria pena.

Roger Abdelmassih foi condenado a prisão em novembro de 2010. Ele não foi preso logo após ter sido condenado porque um habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça (STJ) dava a ele o direito de responder em liberdade.


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