Polícia

Filho de empresário morto por PM’s diz que família foi vítima de coação policial

Policiais teriam ainda pedido o contato de testemunhas do crime

Filho de empresário morto por PM’s diz que família foi vítima de coação policial
Foto: Arquivo pessoal

O lutador de MMA Antonio Trocoli “Malvado”, filho de Antonio Jose Trocoli da Silveira, servidor Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) morto pela polícia, declarou que policiais coagiu familiares e amigos da vítima que estavam em um protesto, pedindo por justiça pelo caso.

Ao Balanço Geral, o lutador contou que policiais que seriam amigos dos PMs envolvidos no caso estivera na manifestação realizada pela família no domingo (19) em busca de contatos de testemunhas, coagindo os que estavam lá.

De acordo com “Malvado”, o pai sempre orientou o filho a respeitar a polícia e não acredita que ele reagiria a uma abordagem. “O corpo humano tem só duas mãos e as mãos do meu pai estavam na cabeça, inclusiva com o celular em uma delas. Que movimento seria esse que ele teria feito [para reagir com uma arma]?”, questionou o filho da vítima.

Muito emocionado, ele lembrou que seu pai recebeu um tiro no rosto, perdeu massa encefálica e disse que não foram somente dois disparos que atingiram o empresário. A família aguarda o laudo para dizer em quantas e quais partes do corpo atingidas.

A família do servidor esteve na sede da Corregedoria da Polícia Militar nesta segunda (20) para contestar a versão dada pela corporação sobre a morte do empresário.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) abriu um procedimento, de responsabilidade da promotora Isabel Adelaide, do Núcleo do Júri, para apurar a morte de Antônio José Trocoli.


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