Polícia

Família de jovem suspeito de descartar corpos do ‘caso Atakarejo’ fazem protesto e alegam inocência

Segundo familiares, Michel trabalha fazendo delivery e emprestou motocicleta para suspeito

Família de jovem suspeito de descartar corpos do ‘caso Atakarejo’ fazem protesto e alegam inocência
Foto: Reprodução/TV Bahia

Preso na quarta-feira (30) por suspeita de envolvimento no “descarte” dos corpos de Bruno e Yan Barros, tio e sobrinho mortos após furtarem carne no supermercado Atakarejo, Michel da Silva Lins, de 21 anos, é considerado inocente para os familiares, que chegaram a fazer um protesto em frente a 28ª Delegacia do Nordeste de Amaralina, pedindo liberdade para o jovem.

Segundo familiares, a motocicleta que aparece nas imagens com a pessoa que teria descartado os corpos das vítimas pertence a Michel, mas o veículo apenas foi emprestado para um amigo do investigado.

De acordo com o site Nordeste Eu Sou, através das redes sociais, diversos moradores da região publicaram frases defendendo o jovem. “Totalmente inocente, menino trabalhador. Queremos mostrar para a população que eles resolveram o caso Atakarejo prendendo um trabalhador, pai de família. Parem de prender inocente, justiça desgraçada”, diz um post.

“Prenderam um pai de família, totalmente inocente. Ele merece o direito de resposta”, diz outra postagem.

O que dizem os familiares

O irmão de Michel, Roni Silva, disse que ele trabalha como entregador, fazendo delivery para um restaurante durante o dia e por um aplicativo durante a noite. E em um dia de folga, emprestou a motocicleta a um amigo, que estava desempregado. Esse amigo, de acordo com Roni, usou o veículo para fazer serviços de mototaxista.

Roni ainda contou que o homem que fez o descarte dos corpos se deslocou na moto como cliente do amigo de Michel, que é mototaxista. Ele teria solicitado a corrida no bairro de Brotas e foi transportado pelo amigo que usava a motocicleta de Michel. As imagens obtidas pela polícia registraram a placa do veículo de Michel, o que levou a polícia até ele.

A irmã de Michel, Michele da Silva, também alega inocência. Ela diz que no momento em que a motocicleta foi utilizada, ele estava no bairro onde mora, separando uma briga entre vizinhos.

“Ele estava comigo na hora do ocorrido. Estava ocorrendo uma briga do pai desse menino que ele emprestou a moto e ele estava apartando junto comigo. Não tinha como ele estar aqui e estar lá ao mesmo tempo. Meu irmão está sendo injustiçado”, contou.

Os familiares informaram que o amigo de Michel, que usou o veículo para trabalhar como mototaxista, esteve na delegacia, prestou depoimento e foi liberado em seguida. Mas Michel permaneceu detido.

Os detalhes das investigações não estão sendo divulgados pela Polícia Civil, mas a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) diz que Michel foi o possível responsável pelo “descarte” dos cadáveres, no dia 26 de abril, e é suspeito de traficar drogas na região do Nordeste de Amaralina.


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